Contos
Grotas Gretadas sem Gotas Caídas
V. Linné
Eu aguardo, feito nordestino, que caia chuva em meu sertão. Há dias estou aqui, seco, hirto, olhando nuvens com cobiça santa e gula nova. Só uma gota, uma gota despencada do olho me salvaria a vida e me mataria a sede. Uma gota me mataria. Uma gota me salvaria. Sede, eu tenho a sublime sede de choro. Meus olhos incham e ardem e se avolumam e turvam o mundo, mas não choram, são olhos duros, sujos, secos e gretados. Feito retirante, eu não sei o que fazer com a vida que fica, murchando, torrando no sol que arde. Sem chorar eu não consigo lavar a terra para ver se há mudas em algum lugar. A água é santa e qualquer lágrima é bálsamo. No entanto, há esqueletos meus por todos os lados, vidas que morrem enquanto não chovo. Eu apóio baldes nos cantos da casa, espalho bacias para amparar as goteiras, cavo valetas em torno de mim. Porque quando chover... Quando chover haverá enchentes. Jogo sal no céu, mas nada. Só o sol ardendo no enorme manto azul-esbranquiçado. Os mandacarus sem flores, o vento sem correr morro abaixo, o inchu sem abelhas, o jucá sem frutos, a algaroba sem baba e a tacaca sem botar os rebentos pra fora. Esse mês, seu moço, não chove não. Esse mês não chove e que faço eu de tanto choro represado, de tanto sentimento trancado, de tanta nuvem encardida aqui dentro? Espero. Espero para poder dar água pro meu sertão. Só torço para que, quando chover, a água ainda tenha o que salvar.
- 21.07.2010 Ruffus Gostei.
- 04.06.2010 Maíra Nome: maíra barbosa E-mail: mairabarbosa43@yahoo.com.br Cidade: leme do prado Estado: MG Mensagem: Tenho 18 anos, sou estudante de Ciências Econômicas, ganhei a metade da bolsa pelo PROUNI, sou apaixonada por ciência, economia,direito, administração, informação e tecnologia. Eu gostaria de pedir que me enviassem títulos concedidos como cortesia, gosto muito de ler e ficaria muito agradecida se me ajudarem com exemplares deste ou de outros gêneros ficaria agradecida. Meu endereço: Nome: Maíra Barbosa Rua Rafael de Souza, A
- 01.06.2010 Déia O autor retrata a importancia da água num tom poetico e ao mesmo tempo realista. Muito interessante a linguagem que ele usa.
- 28.05.2010 bruna Eu gostei do conto. Acho que ele é muito mais universal do que possa parecer. Como já foi dito, é poético. Parabéns!
- 26.05.2010 cristina um conto poético como há tempos não via nascer na internet. faz lembrar de alguns nomes grandes, como clarice e caio. sucesso.
- 24.05.2010 Patrik Adorei o texto.
- 22.05.2010 karla Um texto delicado em suas imagens e poético em suas palavras. Parabéns pela suavidade de um grande escritor.
- 19.05.2010 R. Hey, se o conto for pra publicação impressa, vai ter que dar uma revista para cada colega de mestrado, heim? hehehe. Parabéns pela criatividade e pelo talento. Aguardo mais textos seus por aqui. Abração.
- 19.05.2010 Fábio Um texto que ainda vai fazer muito sucesso, sem dúvida.
- 19.05.2010 Carmo Olá. Vim por meio da indicação do seu blog. Seus textos são perfeitos. Há um toque poético que valoriza, realmente, sua escrita. Há interesse em publicar contos em outras revistas?
- 19.05.2010 Clara É impressão minha ou vejo aqui um excelente discípulo de Clarice Lispector? Sua prosa me encanta.
- 19.05.2010 Mia Adorei o texto. lindo.
- 19.05.2010 vivi Oi. Sou nordestina e senti agora uma saudade da minha terra... Você é de onde? Captou bem essa esperança que nunca se quebra. Beijos
- 19.05.2010 fernando gabriel Parabéns pelo sucesso. Parabéns à Revista pela qualidade dos contos escolhidos. Gosto desse porque ele tem múltiplos sentidos. Abraço.
- 19.05.2010 Cris Vini!!! Adorei o seu texto. É como aqueles do blog, mexem com a gente sempre. Parabéns.
- 18.05.2010 Miguel Ah, parabéns pelo sucesso.
- 18.05.2010 Miguel Conto bom é assim: a cada vez que é lido, nos mostra uma coisa nova.
- 18.05.2010 Kai Um de seus melhores textos, sem dúvida. tomara que seja publicado. merece.
- 18.05.2010 Ana Amélia Meu querido. Todas palavras são poucas para chegar perto das tuas. O teu talento aflorda cada dia mais e é uma grande honra poder ver esse crescimento todo. Tu brincas com as palavras como bem queres e o resultado é sempre um conto magnífico. Tu mereces cada comentário dos que aqui estão. E não te preocupes com a seca. Agora a chuva, creio eu, poderá acalmar algumas de tuas dores. Abraços.
- 18.05.2010 anf. porque conto tonto? eu amei!!!
- 18.05.2010 aplhonso Um texto bonito em sua essência. Palavras bem cuidadas e uma temática mais do que envolvente. Gostei.
- 17.05.2010 marthinha Seus textos são sempre um doce deleite. Cada postagem é um universo de mistérios em palavras e sentimentos em pontos e vírgulas. Adoro suas composições poéticas. Bjo.
- 17.05.2010 Descartes Um belo exemplo de como se escreve. Parabéns.
- 12.05.2010 João Querida Jana: Rá!
- 12.05.2010 Jana Querido João: escrevi um texto em sua homenagem no meu blogue: www.janalauxen.blogspot.com/2010/05/o-menino-joao-da-revista-ficcoes.html Espero que teu senso de humor seja tão refinado quanto suas opiniões literárias, haha. Abraços!
- 10.05.2010 João "Quando um burro fala o outro baixa a orelha"
- 10.05.2010 Haurian "Os sábios reconhecem a grandeza daquilo que vêem e aprendem. Os medíocres não vêem beleza senão neles e morrem tolos".
- 10.05.2010 ícaro O conto é muito ruim, e pronto, como aliás a maioria dos contos selecionados. O grande problema que também já viciou esse concurso, como muitos outros é a "fórmula de ganhar concurso" com que os quase todos autores se submetem, já que não sabem escrever coisíssima nenhuma. O resto é discussão de estéril.
- 10.05.2010 hakaima Que beleza de discussão! Quero ver esse povo todo batendo boca no lançamento da Ficções 19, no dia 14. Vai ser bonito!
- 10.05.2010 João Jana: a sua pergunta já foi respondida. Só não publico com o pseudônimo de João porque sei que a patota cairia em cima do judeu enlouquecido. Para maiores esclarecimentos, ler meu último comentário, dessa vez do começo ao fim.
- 10.05.2010 Karina Com essa "expreção" toda, eu duvido que ele publique alguma coisa. Coitado.
- 10.05.2010 Jana Olha, nada pessoal não, mas acesso há um tempão o site da Ficções e nunca li nada do João por aqui – a exceção de seus comentários mais do que prudentes, é claro. João: mostre-nos teus textos, passe-nos teu link. Queremos conhecer teu talento, rapaz! Pessoal da revista: pelo amor de Deus, dêem uma chance para o menino. BOCEJO.
- 10.05.2010 Bozo. Eu particularmente ja li texto muito bons aqui no ficções, textos que realmente mereciam uma avalanche de comentários, sobre a fonte de nossas críticas, as minhas estão baseadas em um trânsito pessoal com a cultura nordestina, que marcou a minha infância, sendo então meu avô Paraibano, e 10 anos morando na Bahia, por isso mesmo que consigo reafirmar que o texto aqui escrito é raso, quando se trata de Inhalt, conteúdo, transmite uma informação batida, e que sim, qunado surge,cerca de 1945, servia de alerta, um sinal de atenção direcionado para a urgência condicional do Nordeste. Isso hoje foi apropriado intelectualmente e serve pra esfatizar um estereótipo nordestino que degenera o verdadeiro encontro do erudito com o popular, o que mundialmente só acontece no Nordeste... Uma visão rasa, expreção rasa sobre o assunto.
- 09.05.2010 Juliano Um texto muito bem contruído. Você sente o cheiro, o sabor, o calor, enfim, a alma do conto. Parabéns!
- 09.05.2010 João Marcos A.: de defensores de autores ruins esta sessão de comentários está cheia, e todos munidos do mesmo discurso besta: "se você não foi selecionado azar o teu," blablabla. se não fui selecionado para esta edição (aliás já um mês e pouco atrasada), é porque não enviei nenhum texto - ao contrário do que ocorreu na última, quando enviei e o tive selecionado. a essa defesa, que ataca pessoalmente o detrator do texto em vez de levantar pontos inconsistentes da crítica refutada, só se pode responder com contra-ataques pessoais - coisa que não vou fazer. não obstante, mantenho minha opinião a respeito deste e de outros (não todos) textos selecionados pela Ficções: existencialóides e vazios - pra não dizer francamente toscos.
- 09.05.2010 juliana Oi. Vim pelo Anjo maldito. Muito bom o conto aqui, como também são bons aqueles de lá. Parabéns.
- 08.05.2010 Marcos A. No mais, vi agora que quem escreveu foi um gaúcho (google faz milagres), que não teria nenhum motivo para engrandecer o povo nordestino. Além disso, Bozo, olhe bem para a ortografia do seu comentário... "porfavor". (risos)
- 08.05.2010 Marcos A. João e Bozo. Dor de cotovelo não deveria ser expressa aqui. O conto não tenta retratar o sertão, ele retrata o homem, de um modo geral, que está como um sertão. Se vocês não compreenderam isso, não passaram da camada superficial da leitura, o que é compreensível, já que boa parte dos brasileiros não sabe interpretar um escrito. Se os contos de vocês não foram selecionados, talvez isso queira dizer que vocês realmente não possuem o valor estético pelo qual a Ficções sempre primou. Recalques à parte, deixo minhas congratulações ao moço autor do texto. É realmente uma imagem muito boa a que ele constrói, bastante visual. Além disso, o jogo de palavras e sentidos é estupendo. Espero que ele tenha cabeça boa e não se deixe levar por comentários que nada tem a ver com seu texto, mas com o fato de que nem todos os "escritores" são bons o suficiente para chegar até aqui. Abração.
- 07.05.2010 João Bozo, é ainda pior do que você pensa: essa escrita existencialóide e chove-no-molhado não afeta só os textos dos nordestinos, mas de quase todos aqueles que têm os textos selecionados para a Ficções. É aquele negócio do beletrismo (que parece vigorar na revista): o que é valorizado são as repetições eloquentes de coisa nenhuma. Isso, é claro, quando o texto não é francamente mal redigido - tem alguns muito comentados, disponíveis atualmente, cheios de erros ortográficos crassos.
- 07.05.2010 Bozo Porfavor né gente...? Nordeste com essa cara foi expresso em 1945, e podem chegar alguns comentários dizendo que isso não mudou. Não foram ainda lá quem os fizer. O nordeste tem que largar esse estereótipo existencialista do sertão e se orgulha das capacidades humanas de sobrevivência que foram desenvolvidas ali. Sai dessa jaula expressão batida. ta na hora de ver as coisas como elas são hoje e deixar de lado esse saudosismo barato e fajuto. Mesmo assim, tem um certo valor os joguetes com palavras, o pular amarelinhas aqui escrito. mas isso.
- 06.05.2010 I Muito bom mesmo. Parabéns!
- 06.05.2010 Libélula O texto (não sei se é um conto) não é ruim, não, mas acho que os comentários são, no mínimo, exagerados (como parece regra na Ficções).
- 06.05.2010 AleSafra Texto limpo, poético. Imagens e relações ótimas. Linné, gostei muito. quero ler mais. onde?
- 06.05.2010 Talita O texto é estremamente visual. cada vez que releio, consigo ver este nordestino magro e seco feito o sertão, escorando baldes nos cantos de uma casa de barro. Sou totalmente suspeita, porque adoro o que tu escreve. Muuuuito merecido todos estes comentários!
- 04.05.2010 Iig Se este conto não for para a revista, os editores são cegos. Ele reúne o que há de mais completo em composição artística. A começar pela linguagem, que é toda estruturada e rica. O texto pode ser lido com fluidez que beira a poesia. Há jogos semânticos incríveis no seu interior. Sentidos que podem ser encontrados e revisitados. Além disso, o tema é universal, mas o toque metafórico do Nordeste faz com que ele se particularize ao mesmo tempo. Parabéns, meu caro V.
- 04.05.2010 Félix Lidia De muito bom gosto, profundo e envolvente. E o melhor de tudo é que nos faz parar por alguns segundos e pensarmos na nossa realidade!!!
- 04.05.2010 dil nossa, apos ler isso, me deu sede. vo beber agua =D
- 04.05.2010 Félix Lidia A respeito de GROTAS GRETAS SEM GOTAS CAÍDAS... De muito bom gosto, profundo e envolvente. E o melhor de tudo é que nos parar por alguns segundos e pensarmos na nossa realidade!!!
- 04.05.2010 Giani Demais muito bom...gente que talento Adorei mesmo
- 04.05.2010 caroline campos ameeeeeeeeeeeeeei, tipo 100% merece mesmo a publicacao oh *_* o/ *-----* <3
- 04.05.2010 Ana Serrão Profundo,bonito,bem medido e bem dosado.Parabéns,continue assim!
- 04.05.2010 naji para ver como a agua é importante =)
- 04.05.2010 lucas Um ótimo texto. Espero lê-lo novamente na revista impressa.
- 04.05.2010 Jaque Quem conhece o blog desse cara não podia esperar menos desse texto aqui. Perfeição. Parabéns;
- 04.05.2010 Stephany Palavras usadas da maneira mais criativa e real... Talento tem de sobra ...
- 04.05.2010 tamara e fantastico, a obra desse cara..ele merece ganhar como a melhor publicação
- 04.05.2010 Anotherreign.blogpot.com Very Cool
- 04.05.2010 Gurgel Valente O Vinícius quando escreve, é similar a um maestro compondo. Há um domínio de técnica e uma extrapolação de criatividade. Ele sabe o que fazer destoar em cada momento, para a beleza da composição. Um pouco fala de um homem, um pouco fala de todos. Traz a seca e a coloca ao lado da esperança... Realmente um mestre.
- 04.05.2010 Josué G. Um conto de sabor árido, sem dúvida, mas muito bem escrito e imaginativo. Parabéns, meu caro.
- 03.05.2010 nany Muito criativo! Isso sim é ter talento. Quando diz respeito a lidar com palavras.
- 03.05.2010 suzan Oq ? q surpreendente!se sua abundância de criatividade e talento fosse água, nao existiria escassez nesse sertao, parabéns!
- 03.05.2010 Kássio A mensagem do texto é demais, gostei mesmo, bem tocante, parabéns!
- 03.05.2010 baby Hey, teacher. Um excelente conto, viu? Gostei especialmente das metáforas.
- 03.05.2010 Maria Adélia Vinicius, só você mesmo para, fazendo prosa, escrever poesia. Parabéns pelo seu dom, seu talento: a escrita.
- 03.05.2010 Asmodeu Um texto todo enganchado e bem tecido. Sem remendos, sem furos, malha perfeita.
- 02.05.2010 Joelma QUE CONTO! Escrever realmente é um dom...Parabén Vinícius pela sensibilidade de um grande escritor...poeta
- 02.05.2010 Ana Gostei do texto. Da narrativa corrida, fluída, lembrando a água que não chega. Parabéns pelo texto.
- 01.05.2010 bruna Lindo texto menino. Não poderia esperar menos de você. Eu concordo com todos os comentários aqui. Arte pura.
- 01.05.2010 Wilmar Parabéns pelo (mais que merecido) sucesso deste conto. É realmente um texto fantástcio e tocante.
- 01.05.2010 Dr. Liberto Grande mestre do novo conto. Uma narrativa contundente, repleta de noções plurissignificativas e polissêmicas. Marcas bem postas, de objetividade e subjetividade. Referências espaciais e ao mesmo tempo idílicas. Magnífico no que é necessário de mais latente a uma obra de arte: universalidade. Embora em condições adversas, todo homem já se sentiu um sertão. Parabéns, realmente.
- 01.05.2010 Carine Realmente um conto perfeito em seus amplos sentidos.
- 30.04.2010 Aleks "Perfeita execução."
- 30.04.2010 Lidita A palavra perfeição já seria insuficiente para qualificar um texto como esse. O conto é modesto em número de palavras e gigante em profundidade, tudo ao mesmo tempo. Fala de vazio, fala de imensidão. O muito se diz com pouco. Perfeito!
- 28.04.2010 Emily "Só torço para que, quando chover, a água ainda tenha o que salvar." Você fala do sertão e ao mesmo tempo do homem devastado. Lindo.
- 28.04.2010 Alline Gostei bastante do seu texto. Ele tem uma profundidade incrível. Faz sentir o sol do sertão e, ao mesmo tempo, a vontade de chorar e não poder... Você escreve divinamente.
- 28.04.2010 Amadeu De longe o melhor conto da revista. Isso é que é arte.
- 28.04.2010 Flaneur em uma só palavra: sublime. gostaria de ler mais coisas suas.
- 27.04.2010 Luciane Arrepiei...
- 27.04.2010 Kátia Quem visita o blog deste jovem gaúcho, O Anjo Maldito, sabe bem que a marca principal do rapaz é essa capacidade de entrar dentro da gente. Todos seus textos são feitos disso, do que há dentro do nosso peito. Impossível não se sentir em algumas horas em pleno nordeste, a vida seca, toda seca. Ele consegue, no entanto, ir além, misturar a angústia com a esperança e o comodismo. Me arrisco dizer que esse mesmo conto serve pra muita coisa. É uma parábola, cheia de sentidos a serem interpretados. Camadas e mais camadas, pétalas e mais pétalas das flores de Mandacaru. Parabéns, meu jovem poeta. Siga sempre assim.
- 27.04.2010 Hélio Olá Futuro Mestre. É muito bom ver gente assim: professores que além de estudarem a nossa Literatura também fazem parte dela. É gratificante ver o quanto seu talento deu frutos, belos e maduros frutos. Sua escrita é de uma composição leve, ainda que seus temas sejam cruéis. O traçado da pena se encaminha de forma harmoniosa e bem enganjada. Tudo perfeito. Congratulações. Professor Hélio.
- 27.04.2010 Ana Cristina Parabéns pelo seu talento em construir mundos através de palavras. O sentimento que seus escritos são capazes de despertar sempre são únicos. Sucesso sempre.
- 26.04.2010 Lu Excelênte o texto. Parabéns! sucesso!
- 24.04.2010 Pedro Estás a fazer pura arte para nosso deleite. Excelente texto que ao mesmo tempo nos subjetiva e objetiva. Aproxima-nos de realidades exteriores pelos sentimentos interiores que a todos aprisionam. Não chorar é mesmo a pior seca.
- 22.04.2010 Ane Um texto tocante, sem dúvida, nos conduz à sede...
- 22.04.2010 Mauri magnífico esse conto... Esperança sempre
- 22.04.2010 Marina Olha só... Professor, estes textos são melhores que aqueles que o senhor leva para as aulas, daquele tal de Machado de Assis. hehehehe. Sério, muito bom mesmo. O senhor já foi por Nordeste?
- 21.04.2010 Marcelo Scapini Muito bom esse conto! Parabéns Vinicius por conseguir contruir um texto repleto de sentimentos e que retrata um pouco do que deve fazer parte da vida do povo nordestino. Tens futuro e digo isso porque teus contos já são do nível dos grandes escritores brasileiros! Mais uma vez parabéns e sucesso nessa caminhada!!!
- 21.04.2010 Paulla . De muito bom gosto.. Muito bem feito e descrito.
- 21.04.2010 Claudio Talesman Meu Deus, como é real essa realidade, você fica sem saber se o cara está esperando a chuva, ou se está esperando as lágrimas. Nesse bom texto realidade e fantasia se confundem. Aprovadíssimo.
- 21.04.2010 Diulia Muito bom o texto, parabéns Vini!
- 21.04.2010 dalila Maravilhoso! Viní é pura sinestesia. bjão da prof
- 21.04.2010 Preta Muito lindo esse conto seu. Chuvas, lágrimas, sertões e esperanças... grandes esperanças.
- 21.04.2010 M. Sc. Martha "Sal no céu", "mandacarus", "algaroba"... Seu texto é de uma informatividade plena e um contexto muito belo com a realidade do povo nordestino. Além disso, possui um caráter polissêmico que o torna rico e complexo. É aquilo que dá sentido à arte escrita: a pluralidade de significações. Por mais leituras que façamos, sempre há algo novo a se descobrir. Além disso, por ser um tema universal fará sentido em qualquer época e contexto. Um belo exemplo de prosa entremeada de poesia, sem dúvida. Parabéns.
- 20.04.2010 Renata Imagina se eu não viria aqui te ler? À espera da chuva... À espera disso que nunca vem e nem sabemos o nome ao certo. Parabéns, um dos teus melhores textos, na minha singela e amadora opinião.
- 20.04.2010 Carlos Digno de sua musa Lispector. Um texto que é puro sentimento apreendido em palavrar. Arte que se derrama, já que a chuva não o faz. Queixos caídos, já que gotas não caem.
- 20.04.2010 maurício Conto realista, perfeito e de uma sensibilidade incrível. Seu trabalho é maravilhoso. Parabéns, Vini...vc é o melhor!!!
- 20.04.2010 suzi Parabéns!!! vini!! Sempre te admirei muito, agora chegou sua hora. Você vai longe. Estarei sempre torcendo por você. Suzi.
- 20.04.2010 Eduarda Vinicius, Parabéns, vc é muito talentoso!!! Seu conto é de uma sensibilidade invejável e o que é melhor, na medida certa.
- 19.04.2010 Daiane huummm.... que dor ao ler. Senti sede.
- 19.04.2010 Tetris Arte pura. Gostei dos elementos típicos da tradição nordestina. Eles dão peso ao texto e nos fazem mergulhar inada mais nesse clima de "aridez existêncial". Sucesso.
- 19.04.2010 Freitas Sem dúvida um bom texto. Repleto de arte, musicalidade e poesia. E o melhor, um tema universal, a dor que não é exposta.
- 19.04.2010 Mariza Parabéns Vini! Com clareza e sensibilidade você transcreveu a realidade. Abraços
- 19.04.2010 Maria Vinicus, Parabéns!!! Seu conto é de uma sensibilidade invejável e o que é melhor, na medida certa. Eu poderia jurar que quando vc o escreveu , sua dor era imensa, se eu não soubesse que O Poeta é um fingidor, finge tão completamente chega fingir que é dor a dor que deveras sente. Sucesso,
- 19.04.2010 Jairo (Uma) prosa pingando poesia. Um mestre em ação. Esse menino vai longe.
- 19.04.2010 Prof. Márcio Este texto é a prova de como as palavras podem ser moldadas para ganharem contornos de arte. O signo extrapola qualquer sentido prévio e vai tornando-se puro sentimento, puro entendimento sagrado, pura construção de um caleidoscópio humano. O sertão somos nós.
- 19.04.2010 DIDI 8 DEDOS Nossa! Show esse seu texto. Me identifiquei muito com ele. Você escreve muito bem. Parabéns.
- 19.04.2010 ale_web Muito bem escrito, realmente sentimos o que o autor pretende. Parabéns!
- 19.04.2010 Carina O texto fez com que eu me arrepiasse toda. É puro sentimento, mesmo que um sentimento trancado e contido.
- 19.04.2010 Sarico Parabéns, Vini. Belo texto, como os demais. Já te falei em e-mail e repito: estás taxiando para um grande vôo. Insista. Parabéns!
- 18.04.2010 Pre Adoreeeeeeeeeeei o conto... Maravilhoso e reflete realmente como as coisas são. Abraços
- 18.04.2010 Byboca Lindas palavras Vini, sensibilidade à flor da pele num texto maravilhoso e de muitas conotações. Parabéns de coração.
- 18.04.2010 Flor da Terra Li certa vez que o choro é o bem que Deus deixou ao homem para evitar que exploda. Neste conto, podemos ver um peito ansiando por lágrimas para fazer eclodir as sementes da paz, pois a seca provocada pelo clima árido onde se vive fez morrer quase tudo que é vida e alegria... mas ainda resta o mandacaru-esperança, seu moço.
- 18.04.2010 Régia Vitória Percebo que o autor refere se a seu interior drenado e sofrido. Clara expressão de sofrimento e dor. Belíssimo!
- 18.04.2010 Régia Vitória Senti profundamente a realidade do povo nordestino... Excelente expressão de indignação e dor, me lembrou Graciliano Ramos em Vidas Secas. Parabéns!
- 17.04.2010 Patrícia Vinícius. Congratulations! Não me espanta teu dom para a "retórica", sei bem de teus dotes literários, afinal, como colegas na faculdade me recordo bem de teus excelentes trabalhos. Sucesso. O conto é fantástico. Abraço.
- 17.04.2010 Sara Que chique!! Parabéns Vi!!!!
- 17.04.2010 Carmen Buarque Um belíssimo engendro de ficção. As palavras neste conto funcionam como em um mecanismo perfeito. Cada gota é arte pura, gerando sentimentos de seca, esperança e angústia louca. O autor reflete bem sobre nossa "secura existêncial". Parabéns a ele.




